Entrevistas · Literatura

Entrevista à Tânia Dias, escritora de Broken- Despedaçada

Finalmente vão poder ler a entrevista com a Tânia Dias, escritora de Broken- Despedaçada, ficou tão grande ahahha, até pensei em dividir em dois, mas acho que vocês não se importam de ser um post tão extenso, espero que gostem.
Vão fica a conhecer mais a Tânia e o seu livro 🙂

entrevista


1- Como surgiu Broken- Despedaça

Broken- Despedaçada surgiu numa aula de história, em que eu devia ter estado a prestar atenção, não estive porque era uma seca e por isso voei para longe.  Nessa aula surgiu o prologo e entretanto a história ficou pousada numa prateleira à espera que um dia eu decidisse pegar nela e esse dia foi 5-6 anos depois no 10º ano, quando a escola se tornou sufocante  (uma pessoa que tenha passado por lá sabe do que falo).  Foi Despedaçada  que me deixou respirar e foi assim que eu continuei.

2- O que te inspirou para este livro?

É complicado (risos) perguntam-me sempre isso e nunca sei responder.
As personagens acho que me inspirei no mundo à nossa volta, elas construíram-se a si mesmas, mas de certa maneira elas surgiram na minha mente já assim, não consigo explicar bem, são assim porque sempre foi assim que as vi.

O mundo, eu queria que o mundo de Despedaçada, os alicerces desse mundo estivessem no nosso e daí os elementos, os elementos são coisas que nos rodeiam, a vida e a morte estão diariamente connosco, nós respiramos o ar, o fogo queima, temos fogos, a terra é onde nós andamos foi mais ou menos isso que foi construído no mundo de Despedaçada.

3- O que te levou a começar a escrever?

Uma vontade incessante de fazer o meu cérebro parar,  porque, eu digo sempre isto e não sei se acreditam mas eu sou extremamente criativa então eu costumava estar com as pessoas a falar e só fazia “hum hum” “claro que sim” pensando “eu não estou a ouvir nada” (risos) e eu li um livro , o primeiro livro que li e acabou de uma maneira que “não eu preciso de saber mais!” e eu juro que por semanas eu não consegui deixar de pensar nas personagens então decidi que era eu que iria escrever o que lhes aconteceu e eu detestava escrever até essa altura e depois percebi “ahhh isto faz com que eu me concentre melhor!”  “eu gosto disto”, a partir daí nunca mais parei.

4- Algumas pessoas só descobrem o nome dos seus livros quando já vão a meio. Quando é que soubeste o nome do teu livro?

Quando o terminei (risos).

Eu escrevi Despedaça com o nome do ficheiro “…” e então quando já estava a terminar o livro pensei “devia dar um nome a este livro” e aí pensei logo em Broken, mas nós estamos em Portugal e a nossa língua é bonita então acrescentei“ Despedaçada”. Broken serve para fazer alusão à trilogia.

5- Como achavas que as pessoas iam reagir com o teu livro?

Pergunta difícil (risos). Acho que não pensei muito nisso senão dava em doida, eu primeiro pensei “isto vai ser fixe!” e depois já pensei “Ai ninguém vai gostar do livro!” e depois decidi que aqueles que gostaram, gostaram e aqueles que não gostaram eu conquista-los-ia para a próxima.

6- Quanto tempo levou a escrever Broken- Despedaçada?

3 meses.

Tempo em geral completamente

Em três meses o livro estava escrito e não sei dizer bem o tempo que esperei até receber o “sim” da editor, mas para aí 7-8 meses, foi tipo ler-reler-ler-reler.
No 6º ano tive a ideia para a história, no 10º decidi pegar nela, e depois eu peguei nela no final do terceiro período e penso que foi no dia 12 de Julho que terminei o livro.

7- Pensaste em desistir quando as editoras rejeitaram o teu livro?

Sim, pensei muitas, muitas vezes. Quando recebi o primeiro não pensei “Ninguém vai dizer sim”, mas eu já tinha enviado os e-mails não havia nada a fazer, é uma história engraçada porque a primeira pessoa que leu o livro complete disse “Isto é bom tu devias tentar publicar” e isso ficou-me na cabeça umas semanas e depois às três da manhã, numa noite em que eu não conseguia dormir decidi que devia tentar e enviei e-mails para todas as editoras até que recebi um sim.

8- Como te sentes ao saber que os teus leitores estão ansiosos pela continuação?

Pressionada (risos) mas num bom sentido.
É bom saber que vocês se interessaram suficientemente no livro para quererem ler o próximo, mas ao mesmo tempo já estou a pensar “ Não faças asneiras Tânia, tu não faças asneiras”.

9- Podemos esperar novas personagens e novos mistérios na continuação?

Sim, novas personagens sim, mistérios, honestamente não sei, como é que defines mistérios?

10- Por exemplo o Ian foi um mistério até ao final, se vai haver assim também mais personagens misteriosas.

Vamos conhecer muito mais o passado de certas personagens que já conhecemos e vamos conhecer outras personagens igualmente interessantes, mas eu acho que o Ian foi o grande enigma de Broken- Despedaçada.

Ainda continua a ser um bocadinho.

Acho que sim.

11- Gostava que por palavras tuas falasses sobre a personagem principal, Alexia.

A Alexia é a minha bebé (risos), foi a primeira personagem que construí de raiz, por isso ela é a minha bebé, está intimamente ligada a mim, ela é tudo o que eu gostava de ser e que almejo ser um dia na vida, excepto ter a minha mãe a morrer e o meu pai a morrer, isso eu não preciso.

12- Descreve numa só palavra, o que sentes quando pensas em Broken- Despedaçada.

Sonho

Porquê?

Porque é um sonho realizado, sonhava ter a força e a coragem de concluir uma história e consegui e depois sonhei puder trazê-la a pessoas que poderiam crescer e aprender com ela e também acho que estou a conseguir isso.

13- O que dizes às pessoas que querem escrever um livro e estão com medo de desistir a meio ou têm medo de nunca conseguir publicar o livro?

Vocês vão receber nãos, isso é garantido , e muito mais em Portugal, porque eu já disso isto várias vezes e volto a repetir tive uma editor que “Nós não publicamos autores portugueses”, o que é um bocado estranho, mas é a nossa realidade infelizmente. Para quem quer escrever um livro ou está a escrever um livro, pensem bem no assunto, porque é muito complicado e não sabia naquilo que me estava a envolver quando fiz isto, porque eu estou a ganhar cabelos brancos, quer dizer, não sei, mas eu vou ganhar cabelos brancos por causa isto (risos), é mesmo muito complicado, trás muitas responsabilidades, mas se é mesmo algo que vocês gostam e não querem fazer isto pelo dinheiro, porque vocês não vão ficar ricos a escrever livros, mas se querem fazer isto como por exemplo eu quero fazer para melhorar a vida das pessoas e para ensinar uma lição a alguém (num bom sentido) então força.
Quando algo é feito de coração vocês vão sempre conseguir e se tiverem determinação para seguir até ao fim e apesar dos obstáculos todos seguirem em frente quando chegarem lá vale sempre a pena.

14- Quem foi o teu maior apoio durante todo o processo de escrita e publicação do livro?

Enquanto eu escrevi, não posso dizer que tenha sido a minha família porque eles não sabiam, foi uma amiga que me aturou eu dizia “tive uma ideia isto e aquilo poderia acontecer” ela dizia “Tânia são três da manhã eu queria dormir”, foi ela que quando eu disse “eu acho que vou desistir, não consigo”  disse “ eu juro que te mato se desistires porque agora quero saber o que vai acontecer”.

Depois de publicar o livro, a primeira pessoa a apoiar-me foi a minha irmã que foi ela que convenceu os meus pais a dizer “Andem lá ela já recebeu um sim agora é só assinar o contrato”. A minha família toda apoiaram-me e apoiam-me incondicionalmente, seja para ir de norte ao sul fazer alguma apresentação eles dizem sempre “Vamos lá”.

E isso não te atrapalha os estudos?

Acho que não, quem corre por gosto não cansa e eu não ponho a escrita à frente de nada, se tenho que estudar, estudo e nem que seja duas da manhã, depois de estudar é que vou escrever, ou se não tenho tempo de fazer um discurso para vir para aqui, uso um discurso que já fiz em vez de escrever porque tenho exame amanhã, por isso não coloco a escrita à frente dos meus estudos, porque não é a escrita que me vai fazer rica, mas é a segunda coisa mais importante.

15- Agora se todos os teus leitores tivessem a ler isto o que lhes dirias?

Obrigada por lerem o livro e por darem a uma rapariga de 17 anos, na altura, a oportunidade de entrar na vossa vida.

Muito obrigada por teres aceite a entrevista, aguarda-mos mais novidades 🙂


Então o que acharam da entrevista? Curiosos com o livro Broken- Despedaçada?

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4 thoughts on “Entrevista à Tânia Dias, escritora de Broken- Despedaçada

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